23/04/2013

Misticamente Belo

Há mais ou menos dois anos, vi, no National Geographic Channel, um interessante documentário sobre o Cazaquistão. Nele era mostrada uma cerimónia religiosa Sufi. Fiquei espantada. Nunca tinha ouvido nada de semelhante. A melodia que aqueles homens entoavam era muito bela, e o local onde estavam amplificava o som dando-lhe uma magnitude que me impressionou.
 
Como não consegui gravar o programa, procurei, durante várias semanas (pois não sabia o nome da dita cerimónia) e, depois de quase desistir, lá encontrei um único vídeo no YouTube com esse excerto do documentário. Contudo, a informação continuava a ser muito sumária e, como me lembrava do nome da cidade, investiguei na Net e obtive mais, mas muito poucos, dados sobre a ordem religiosa e o templo que protagonizavam este evento peculiar. Assim, decidi fazer um vídeo a partir daquele, mas com um pouco mais de informação.
  
 
Segundo pude constatar pelos comentários no YouTube, um grande número de ocidentais não muçulmanos ficou encantado com a melodia, algo extasiante (e certamente o era para os participantes) e admiravelmente bela. A maioria dizia que só a partir daí começava a ver o Islão com outros olhos. Embora o Sufismo seja a vertente mística do Islamismo, também eu, a partir daí passei a ver o Islamismo com outros olhos. Comecei a ler e a pesquisar o máximo que podia sobre o Sufismo (sobre o Islamismo em geral já tinha alguma informação) e, nessa pesquisa, descobri que o Gharb al-Ândalus era um reduto significativo do Sufismo; a prova disso é o considerável número de morábitos que, em Portugal, chegaram aos nossos dias.

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